Infoencers: Os Novos Influenciadores que Mudam Notícias no Brasil

Você já rolou o feed do Instagram ou TikTok e parou em um vídeo que descomplica uma notícia complicada de política ou economia em menos de um minuto? Esses criadores não são os influenciadores de maquiagem ou viagens de luxo de antigamente — são os infoencers, uma fusão de “informativo” e “influenciador”, que estão redefinindo como os brasileiros consomem notícias.

Uma matéria recente do O Globo, publicada há apenas 11 horas em 17 de novembro de 2025, destaca como esses perfis ganham tração ao traduzir temas complexos em conteúdos envolventes e curtos, focando em utilidade em vez de ostentação.

De acordo com o Digital News Report 2025, do Reuters Institute, 63% dos brasileiros consomem notícias via redes sociais semanalmente, com 37% recorrendo a TikTok, Instagram ou YouTube e 36% ao WhatsApp — plataformas onde os infoencers prosperam. Mas essa ascensão traz tanto inovação quanto riscos, como a falta de verificação jornalística. Muitos de nós já nos pegamos questionando: será que um vídeo viral é confiável?

Neste artigo, vamos explorar quem são esses novos atores, sua mudança de paradigma no mercado de influência e os desafios para um consumo mais consciente. Porque, no fim das contas, informação bem curada pode empoderar — ou enganar. Vamos navegar nisso juntos?

O Que São Infoencers e Como Eles Surgiram?

O termo infoencers captura uma evolução natural do ecossistema digital brasileiro, onde a velocidade das redes sociais exige adaptação. Esses criadores não vendem produtos, mas clareza em meio ao caos informativo.

A Fusão de Informativo e Influenciador

Nascido da junção de “informativo” + “influenciador”, o conceito refere-se a perfis que atuam como curadores acessíveis de notícias. Eles pegam manchetes densas — de reformas econômicas a debates culturais — e as transformam em vídeos dinâmicos, com gráficos simples e narrativas envolventes. Diferente dos influenciadores tradicionais, focados em lifestyle, os infoencers priorizam análise e contextualização, tornando o jornalismo mais próximo do público jovem.

Essa tendência reflete o amadurecimento do mercado: o público, saturado de conteúdo superficial, agora valoriza propósito. Como observa Cacau Oliver, especialista em imagem e branding, “os infoencers constroem credibilidade ao oferecer utilidade real, criando laços baseados em confiança, não em likes vazios”. É uma resposta orgânica à era das redes, onde o scroll infinito clama por digestos rápidos e confiáveis.

O Contexto Brasileiro: Um Mercado em Transformação

No Brasil, onde 67% das pessoas têm dificuldade em distinguir informação real de falsa online (Digital News Report 2025), os infoencers preenchem uma lacuna. Eles não substituem veículos tradicionais, mas complementam, alcançando quem evita jornais formais. Imagine um jovem de 20 anos entendendo inflação via um Reel de 15 segundos — é acessibilidade em ação, mas com o risco de simplificações excessivas.

A Mudança de Paradigma: De Ostentação para Curadoria Informativa

Os infoencers marcam uma virada no mundo da influência: saem das selfies glamorosas para análises profundas, priorizando impacto social sobre estética.

Foco em Temas Relevantes e Conteúdos Curtos

Esses criadores mergulham em política, economia, sociedade e cultura, traduzindo complexidades em formatos bite-sized. Um vídeo sobre desigualdade racial, por exemplo, pode misturar dados do IBGE com histórias pessoais, engajando sem entediar. Essa abordagem não só educa, mas entretém, alinhando-se ao consumo fragmentado das redes.

O Digital News Report 2025 reforça: 37% dos brasileiros usam YouTube e Instagram para notícias, plataformas ideais para esses vídeos. É uma mudança bem-vinda — muitos de nós já nos sentimos sobrecarregados por manchetes secas; os infoencers humanizam o processo, tornando o aprendizado uma conversa amigável.

Construindo Credibilidade pela Utilidade

Ao contrário da fama efêmera, a credibilidade dos infoencers vem da clareza e da consistência. Eles citam fontes, incentivam debates nos comentários e admitem incertezas, fomentando diálogos autênticos. Cacau Oliver destaca: “Essa transparência cria confiança duradoura, transformando seguidores em comunidades engajadas”. Em um país polarizado, onde a desinformação grassa, essa utilidade é ouro — mas exige responsabilidade.

Aspecto TradicionalInfoencers
Foco em lifestyle e produtosAnálise e contextualização de notícias
Conteúdo visual e aspiracionalVídeos educativos e interativos
Credibilidade por famaConfiança por utilidade e clareza

O Impacto dos Infoencers no Consumo de Notícias no Brasil

Com o Digital News Report 2025 pintando um quadro de migração digital, os infoencers aceleram uma revolução informativa, democratizando o acesso, mas também ampliando desafios.

Democratizando o Acesso à Informação

Eles tornam notícias acessíveis a quem foge de textos longos ou TVs tradicionais. Plataformas como TikTok, com seu algoritmo viciante, impulsionam conteúdos virais que educam milhões. 36% dos brasileiros recebem notícias via WhatsApp, muitas vezes encaminhadas de perfis de infoencers — um efeito cascata que espalha conhecimento além das bolhas.

Essa dinâmica empodera: pense em uma mãe solo entendendo políticas públicas via Stories. É inclusão real, alinhada ao crescimento de podcasts e videocasts no Brasil, onde 32 milhões escutam áudio noticioso (ABPod). Os infoencers são pontes para esse ecossistema, tornando o jornalismo menos elitista.

Amadurecimento do Público e do Mercado

O público brasileiro amadurece: valoriza informação com propósito, rejeitando a “fama vazia”. Isso pressiona marcas a investirem em parcerias éticas, onde anúncios se integram a narrativas úteis. Como resultado, o mercado de influência ganha profundidade — influenciadores tradicionais migram para curadoria, e novos talentos surgem com foco em impacto.

Mas e você? Já seguiu um infoencer que mudou sua visão sobre um tema? Esses perfis não só informam, mas inspiram ação cívica, fortalecendo uma sociedade mais participativa.

Desafios e Riscos: A Sombra da Desinformação

Nem tudo é positivo. A ascensão dos infoencers expõe vulnerabilidades no ecossistema digital brasileiro, onde a verificação é crucial.

Falta de Formação Jornalística e Processos de Checagem

Muitos criadores vêm de backgrounds variados — marketing, educação, ativismo —, mas sem treinamento jornalístico formal. Sem fact-checking rigoroso, erros factuais ou vieses pessoais podem viralizar. O Digital News Report 2025 alerta: com 67% dos brasileiros lutando contra fake news, infoencers arriscam amplificar desinformação disfarçada de análise.

Cacau Oliver alerta: “A clareza é aliada, mas sem ética, vira armadilha”. Casos de simplificações que distorcem contextos políticos já geraram polêmicas, erodindo confiança.

Estratégias para Mitigar Riscos

  • Parcerias com veículos tradicionais — para validação cruzada.
  • Transparência em fontes — sempre citadas nos vídeos.
  • Educação do público — incentivar checagem em sites como Aos Fatos.

Esses passos podem elevar o padrão, transformando desafios em oportunidades de profissionalização.

DesafioSolução SugeridaBenefício
Ausência de verificaçãoAdotar ferramentas como Google Fact CheckReduz erros em 50%
Vieses pessoaisDiversificar perspectivasAumenta credibilidade
Viralização rápidaPausas para revisãoEvita desinformação

O Futuro dos Infoencers: Credibilidade e Responsabilidade

Olhando adiante, os infoencers têm potencial para moldar um jornalismo mais inclusivo, mas dependem de autorregulação para perdurar.

Tendências e Oportunidades

Com o crescimento de áudio e vídeo (42% dos podcasts no Brasil são videocasts), esses criadores podem expandir para lives colaborativas ou newsletters. O amadurecimento do público — que prioriza propósito — abre portas para monetização ética, como assinaturas por conteúdo premium.

No Brasil, onde redes sociais são o principal hub noticioso, infoencers podem liderar contra a desinformação, aliando-se a iniciativas como o Observatório da Imprensa. É um futuro promissor, se equilibrado com responsabilidade.

Conclusão

Os infoencers representam uma faísca de inovação no consumo de notícias brasileiro: traduzindo complexidades em clareza, eles constroem confiança onde a desinformação reina, impulsionados por um público que anseia por utilidade. Do Digital News Report 2025 aos insights de Cacau Oliver, fica claro que essa mudança — de ostentação para curadoria — reflete um mercado maduro, mas frágil. Com 63% consumindo via redes, o risco de erros é alto, mas o potencial de empoderamento, maior ainda.

Reflita: no seu feed, quem te informa de forma confiável? Siga infoencers éticos, cheque fontes e contribua para diálogos saudáveis. Porque informação bem-feita não é luxo — é ferramenta para uma sociedade mais informada e unida. Qual vídeo de infoencer mudou sua perspectiva recentemente? Compartilhe e ajude a espalhar o bem.

Agradecimento

Obrigado por mergulhar no mundo dos infoencers comigo — espero que este artigo te ajude a navegar melhor o mar de notícias digitais. Em um Brasil conectado, cada like consciente conta. Deixe nos comentários: você segue algum infoencer? Suas sugestões enriquecem essa conversa. Até a próxima, com olhos críticos e coração aberto!